Em 2025, o Brasil reforça seu compromisso em fortalecer a competitividade nacional ao intensificar programas de promoção da inovação e da exportação. As novas medidas combinam investimentos diretos, subsídios, incentivos fiscais e parcerias estratégicas, buscando integrar centros de pesquisa, empresas e mercados internacionais.
No cenário global, a inovação é essencial para que economias emergentes conquistem espaços na cadeia de valor. No Brasil, inovação é vista como elemento transversal em diversas políticas, desde a agenda de ciência e tecnologia até programas voltados ao agronegócio e à indústria 4.0.
Ao reconhecer a pesquisa como motor central do desenvolvimento econômico, o setor público passou a articular instrumentos capazes de reduzir riscos, ampliar recursos e acelerar a chegada de produtos ao mercado. O propósito é claro: melhorar a produtividade, incentivar o empreendedorismo de base tecnológica e ampliar o leque de exportações.
As políticas públicas direcionam esforços a segmentos com maior potencial de crescimento global, como energia renovável, bioenergia, petróleo e gás, biotecnologia, tecnologia da informação e telecomunicações. Ao mesmo tempo, busca-se criar condições para que empresas brasileiras conquistem novos mercados.
Instrumentos de apoio à exportação incluem financiamentos especiais, seguro de crédito às exportações e premiações para produtos de alto valor tecnológico. Além disso, as encomendas tecnológicas do setor público estimulam a adoção de inovações locais e geram demanda que sustenta a produção nacional.
Em 2023, o Brasil ocupou a 14ª posição no ranking mundial de produção científica, mas ainda enfrenta o desafio de converter esse conhecimento em produtos comercializáveis. O lançamento da chamada conjunta BNDES/Finep, com R$ 3 bilhões em recursos, representa um salto qualitativo para acelerar esse processo.
Espera-se que, ao fim dos três anos de execução, dezenas de centros de P&D estejam em operação, trazendo novos produtos para o mercado interno e internacional. Projeções sugerem aumento de 15% nas exportações de bens de alta tecnologia até 2028.
Apesar dos avanços, persistem entraves legais e burocráticos, especialmente em processos de licitação para compras públicas inovadoras. O governo trabalha em propostas para flexibilizar processos de compras públicas e reduzir prazos de aprovação, estimulando a inovação no setor público.
Paralelamente, normas regulatórias estão sendo atualizadas para assegurar qualidade e segurança em produtos emergentes, como biotecnológicos e sistemas de energia inteligente, mantendo o equilíbrio entre estímulo e proteção ao consumidor.
O setor laboratorial é um dos que mais se beneficiam das medidas. Laboratórios de análises clínicas, ambientais e de materiais recebem investimentos expressivos para modernização de laboratórios e equipamentos, além de programas de treinamento que aumentam a precisão e a eficiência dos serviços.
Parcerias público-privadas nesse segmento permitem a transferência de tecnologia internacional, reduzindo custos e ampliando o acesso a metodologias avançadas. O resultado é maior confiabilidade nos laudos e produtos com certificação internacional, facilitando a entrada em mercados externos.
Para manter o ritmo, o setor público planeja reforçar a retenção de talentos e competências por meio de incentivos adicionais à carreiras de pesquisa e desenvolvimento. A criação de hubs regionais de inovação deve descentralizar recursos e oportunidades, aproximando universidades, empresas e órgãos governamentais.
Com um ambiente regulatório mais flexível, financiamento diversificado e foco em mercados internacionais, o Brasil avança na consolidação de um ecossistema robusto de inovação. A perspectiva é que, nos próximos cinco anos, o país alcance um patamar de exportação de tecnologia semelhante ao de economias líderes, elevando seu protagonismo no cenário global.
Em síntese, a ampliação dos incentivos públicos representa um marco na estratégia brasileira de desenvolvimento, unindo política, ciência e mercado para impulsionar inovação e exportação. É hora de transformar conhecimento em soluções e posicionar o Brasil como referência em tecnologias de ponta.
Referências